Luto

Luto é perda. Tem a ver com tristeza profunda. Seja por uma pessoa querida e/ou por encerramentos de ciclos. São fins que doem, machucam e que são difíceis de serem elaborados.
Mesmo sendo um processo inevitável e instransferível à todos, cada indivíduo vivencia de forma diferente, considerando suas peculiaridades e lembranças únicas que foram construídas com o que se foi (seja alguém ou algo). Ainda que seja uma perda coletiva (como de um ente querido), a dor afeta cada membro – familiar e/ou social – de maneira única. Nesses casos, existe um impasse considerável, pois os enlutados com suas particularidades tem dificuldade em entender o outro (que também compartilha a dor da perda), e esse conjunto de pessoas enlutadas tem dificuldade em reconhecer o tempo que cada um precisa para elaborar, fazendo com que para alguns, essa dor apareça no futuro de forma muito mais agressiva (o luto tardio).
Além desses pontos, existe outro tipo de luto que vivenciamos de forma mais rotineira do que imaginamos: O luto em vida.
Ao longo da nossa jornada encerramos diversos tipos de ciclos, como relacionamentos (sociais, amorosos), divórcios, (processos profissionais, estudantis, sociais), transições das faixas etárias de idade (para as mulheres a menopausa, pós-gestação), aposentadoria, entre tantas outras.
Há pessoas que não se permitem viver o luto. Tentam não pensar. Não se dão “tempo” para assimilar o que ocorreu. Apenas seguem suas vidas. Porém, o que muitos não compreendem é que o luto é um processo necessário para transformar a dor em saudade (ou fazer as pazes com algo) . É como uma ferida aberta: Ela precisa de tempo para cicatrizar. Surgirão as “casquinhas”, vai coçar… Mas depois, recupera e regenera. É preciso dar tempo ao processo. É preciso dar tempo para si.
De fato, é uma jornada difícil, mas buscando ajuda para conseguir elaborar, é a melhor opção.
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